Entrevistamos a jovem artista plástica Ana Elisa Egreja, que terá suas obras presente na SP-Arte 2011 no Stand 30 da Galeria Laura Marsiaj. Confiram a entrevista e dêem uma passadinha no evento para ver algumas de suas telas de perto. Nós adoramos.

Foto: Kiko Ferrite
Como você define a arte contemporânea?
Arte que se faz hoje, tão confusa, democrática, cheia de possibilidades e sem definição como a sociedade de hoje.

Alcir, o veado ensolarado, 2010. ost, 140x170cm
É possível dividir o seu trabalho em fases?
Acho que é, apesar de minha produção ser recente. Começo a considerar uma fase algo que ainda não tenho claro se era um trabalho da faculdade ou um trabalho de arte, mas enfim, foram os “patchworks pictóricos”, as “naturezas mortas”, os “hunting dogs”, “Interiores”, “dark room” e agora as “casas abandonadas”. Cada uma durou um ano, curtíssimas..Estou começando ainda, não exporei outros suportes e talvez um dia considere tudo isso uma única fase.

Hotmonkeys, 2010. ost, 160x130cm
Qual a sua relação com os animais?
Eles são meus personagens e entram em cena expressando o sentimento ou atitude que eu julgo importante para a pintura.
Os animais são amorais e irracionais, e podem ser dóceis, repulsivos, ingênuos ou manipuladores por instinto…acho que é essa “capacidade de tudo” que me interessa.

Honeymoon, 2010. ost, 200x180cm
O que há de mais significativo para você em sua arte?
Basicamente meu trabalho acontece em duas partes. A primeira é a construção do que pintar. Faço colagens de imagens de casas, animais e objetos vindas da internet e as manipulo no photoshop para construir mundos imaginários, cenários oníricos que muitas vezes, na passagem para pintura, viram cenas freaks, seja pela luz desconexa, seja pela aparente falta de ligação entre as partes – eu disse aparente! Até um morango no canto da tela está lá por algum motivo, seja ele a falta de vermelho na pintura.
A segunda é o jeito que uso a pintura a óleo, criando pinturas com diversos tipos de pincelada, chegando num limite do realismo com camadas grossas de tinta. Tenho jeitos diferentes de pintar cada objeto e experimento bastante diversos solventes misturados a tinta óleo (terebintina, óleo de linhaça, liquim, cera) para chegar na textura ideal para cada coisa.

Festinha no ateliê vermelho, 2010. ost, 200x165cm
Como você escolhe o tema que vai pintar?
Eu não paro pra pensar e escolho um tema. Uma série leva a outra de um jeito muito natural…Canso de pinturas escuras e resolvo fazer algumas iluminadas. Nesse estudo de luz, fico a fim de tentar cada pintura com um modelo diferente de reflexão de luz (spot, abajour, luz natural, luz de tv, etc) e esse desafio é o fio condutor.
Ao mesmo tempo, se durante o andamento de uma pintura fico a fim de pintar uma tartaruga e ela não “cabe” na cena, decido fazer uma próxima pintura com tartaruga, montando todo um ambiente ideal para ela…e assim vai. A pintura do momento resolve o problema da última e cria um problema para próxima!

Guel (Hunting dogs),2009. ost , 100x100cm

PinkFlamingos, 2008. ost, 200x150cm. Coleção particular
http://www.flickr.com/photos/anaelisaegreja/




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